O cenário musical mudou desde que Luís Inácio Lula da Silva virou Presidente

Em meio a toda essa discussão politica nas redes sociais, mesas de bares e lares, tem muita gente brigando, alguns desfazendo amizades de décadas e muitos outros pensando em mudar de País. Estou procurando manter todas as amizades que conquistei ao longo da vida e ao mesmo tempo, olhei é claro, pelo lado musical.

Luís Inácio Lula da Silva foi eleito em 2003 e teoricamente governou o Brasil até 2010. Naquele ano, o cenário musical estava menos pior que o atual. A música mais tocada nas rádios era "Velha Infância", do Tribalistas de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown. Havia ainda "Dilemma" de Nelly com Kelly Rowland (sim, aquela ´Nelly I love you"), um hip hop popularesco que grudou em nosso ouvido feito visgo. E havia também tocando de dez em dez minutos "Mais uma vez", uma baladinha pseudo deprê de Renato Russo que, embora com melodia super down, continha uma mensagem que remetia à positividade.

Desde então, quatorze anos se passaram, Lula não é mais o presidente (embora tenha se mantido um tempo como interino não oficial) e os destaques musicais também são outros. A meu ver, bem piores. Vamos à lista das ´mais tocadas do Brasil´ em 2017: Vai que Cola - Benjamim Neto (quem?), Loka - Simone e Simaria com a participação de Anitta, Vidinha de Balada - Henrique e Juliano, Sorte que cê beija bem - Maiara e Marisa. Há mais, muito mais, porém devido a um forte enjôo, paro aqui.

Pelos títulos das músicas, podemos observar que houve uma descida vertiginosa em termos de conteúdo, mensagem, ideia e diria inclusive amor. Até os anos 2000, ouso afirmar que pelo menos metade das canções ainda eram construídas com algum fundamento sentimental. Atualmente, embora as palavras ´amor´ e ´meu bem´ sejam usadas eventualmente, pelo conteúdo restante podemos confirmar que a meta é somente fama e dinheiro, com mensagem zero. Que algo se renove em breve é o que peço!

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