Amon Amarth e Abbath transformam o Circo Voador em Valhalla

Abbath - fotos de Allan Barata
Texto e Fotos por Allan Barata (Radiocultfm.com) - Então o céu escureceu, negro, sussurrou a ira de Thor em forma de raios que iluminavam a penumbra e anunciavam a batalha por vir: as terras do Circo Voador estavam repletas e encontrariam a honra de sediar a luta épica que é o show do Amon Amarth. Há muito tempo não se via a casa tão cheia quando o gênero em questão é metal. Odin teve seu coração tomado de orgulho dos headbangers cariocas.


Amon Amarth - Fotos de Allan Barata
Antes, porém, para instilar medo no coração dos fãs e os preparar para Ragnarok, a voz congelante de Abbath ecoou pelo Circo. O rei do Black Metal norueguês se apresentava com sua banda autoral e a resposta do público não poderia ter sido melhor - seja após músicas do seu álbum de estreia ou covers do Immortal - e a retribuição foi recíproca, Abbath mostrou grande carisma durante toda a apresentação. Um setlist curto, porém digno de ovação, e estaríamos prontos para os vikings.

Amon Amarth - Fotos de Allan Barata

Bem, nem todos. Alguns decidiram não ficar após o show de abertura e trouxeram grande desonra para si, certamente abrindo mão de seus lugares em Valhalla. Em pouco tempo o Amon Amarth subiria ao palco para divulgar seu último álbum, Jomsviking - os suecos tinham um show magnífico de 2014 para superar. O primeiro golpe foi certeiro com "Pursuit of Vikings", sangue pra todo lado e cabeças rolando. O ímpeto da banda só aumentava, como uma shield wall encurralando mais e mais os saxões, liderada pelos riffs de Olavi Mikkonen e Johan Soderberg. Muitas músicas de Surtur Rising e Deceiver of the Gods, a garantia de morte em fogo, o pedido de Johan Hegg para que levantassem seus drinking horns no alto e bebessem a glória daquele momento, até "Guardians of Asgard" tocar. Não importa mais nada quando é a vez dela, a pele arrepia e defendemos os muros de Asgard com nossas vidas.

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