Harald Björk - som maravilhosamente esquisito

Harald Björk / Divulgação
Som esquisito, é disso que eu gosto. Embora absorva alguns pops e hits eventualmente, o que me atrai mesmo é a esquisitice da mente humana, principalmente na hora de produzir uma música. Sendo assim, certa vez dei de cara com o som de um cara chamado Harald Björk. O sueco de Estocolmo conseguiu, foi amor á primeira vista! Pelo som, é claro.

Vou me ater aqui às duas faixas que mais venero dele.  “Luftlust” é um som produzido em 2007 (mesmo ano da incrível I Love This Tent, do Sascha Funke) e tem uma introdução que pra mim soa ultra misteriosa, com um quê de filme de suspense, em fade in, que dá à música um crescendo incrível. Com uma repetição de nota quase transcendental recortada por loops invertidos e em alguns pontos com uma batida quebrada, ´Luftlust´foi eleita por mim como música do ano naquela época.


Já a segunda faixa é a soturna “Brus”.  Não pense em pista, pois somente seres muito insanos ousariam dançar essa música, embora ela até tenha um bom andamento rítmico. A não ser que seja um warm up de pista cabeça, mas justamente pelo nível de insanidade da produção do cara, onde a intro remete a algo suave e que vai se transformando aos poucos em um som quase alienígena e non sense, com o ritmo marcando o fundo.



Juro que não bebi ou fumei enquanto escrevia esse texto. As duas faixas são de extrema complexidade e de nível viajante altíssimo (isso mantendo a mente tão clean quanto está a minha neste momento) e te convido a não só coloca-las para tocar em um som poderoso, mas como também a se deixar envolver por todos os elementos que a compõem. Boa audição!


PS: Ouça também "Sabor Latino - Suzanne Kraft Remix". 

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