Beowülf: o novo nome da música eletrônica brasileira


A música eletrônica feita no Brasil se tornou gigante. A partir das primeiras experiências, com os pioneiros Marcello ´Memê´ Mansur no Rio e o não menos lendário Iraí Campos em São Paulo, um enorme leque se abriu para que novos DJs e produtores de várias capitais do Brasil fossem mergulhando na música e realizando experiências diversas, até chegarmos aos dias de hoje, onde não conseguimos mais ver diferenças entre os DJs de fora e os nossos, em termos de qualidade de produção.

Recentemente tive o prazer de dar com os ouvidos em Beowülf. Não me pergunte quem é o produtor, pois sobre sua real identidade, pouco se sabe, porém ao clicar na versão quase dub de “Hoje”, com a frase chiclete do Rappa (“Me deixa, que hoje eu tô de bobeira...) e logo em seguida em “Hanging Tree”,  tive uma certeza: O seguiria nas redes a partir de agora. O DJ foi escalado em cima da hora para tocar no Ultra Music Festival e pena que foi bem cedo e eu só soube disso depois, pois estive presente ao evento nos dois dias.

Ao unir poderosos elementos do marketing, Beowülf corre o sério risco de se tornar a bola de vez no crescente mundo da música eletrônica nacional, e por que não dizer, internacional. O primeiro é o mistério em torno de sua real identidade. O segundo elemento, é inserir em suas produções, ecos de músicas e vozes já bem conhecidas, como o caso de “Hoje” e “Hanging Tree”, esta segunda, utilizando vocais da personagem de Jogos Vorazes e por fim, inserir grooves viciantes e baixos de quebrar o pescoço de tão bons. Se você ama música eletrônica de qualidade e quer apostar em um novo nome do Brasil no segmento, anote: Beowülf ainda vai dar muito o que falar e caso você descubra a identidade do cara, volte aqui para nos contar!

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