Santorini, o paraiso da Grécia na Terra


Santorini, 24/06/2010 - 13:15 (horario local)

Quando estive ontem em Rodhes, creio que pela terceira vez nesta tour, achei que tinha conhecido o lugar perfeito de todo o roteiro que tenho feito, porem ainda não havia saído do barco para conhecer a ilha de Santorini. A noite anterior foi de Festa Branca, onde a musica eletrônica é sempre o destaque e toquei até as quatro da manhã. O mágico Mauricio Dollenz e sua mulher Carolina Frozza, a vocalista da banda a bordo chamada Copacabanda, que toca no bar La Rambla, me convidaram a ir a Santorini. Como o navio costuma chegar 'temprano' (cedo) aqui, eles ficaram com a missão de me ligar para que acordasse, pois sempre vou deitar muito tarde e com certeza não conseguiria acordar para sair. Mauricio fez questão, afirmando que eu deveria conhecer Santorini a qualquer custo. Ele estava certo, alias, certíssimo! Embarcamos por volta de nove e meia em uma das balsas que saiam do navio, já que em Santorini não há porto e rumamos para a ilha, onde chegamos cinco minutos depois.

Encontramos outros amigos no caminho, como o bailarino Silva (Bulgaria), a contorcionista Lee (Alemanha) e o novo cantor da companhia, Juanma (Espanha), que entrou no lugar de Alfonso, outro cantor dos bons e igualmente espanhol mas que não quis renovar contrato. Tiramos algumas fotos, pois o grupo estava animado para subir pelo teleférico rumo a parte alta da cidade, onde existem realmente as casas e tudo o mais, pois ali na parte de baixo há somente algumas lojas e bares. Mauricio e Carolina queriam ficar na praia, que na verdade, não era praia e sim um pequeno pedaço de chão coberto por concreto em frente ao mar. Não queria atrapalhar o casal e disse que iria com o outro grupo, mas os dois insistiram para que eu ficasse com eles, então agradeci e fiquei. Havia uma fila enorme para subir ao teleférico, com tempo de espera estimado em meia hora. Ao invés de ficarmos la em pê, ficamos ali naquela parte pequena, dividindo o espaço com pescadores adolescentes.

O mergulho na ilha é proibido, pelo menos naquela parte da entrada, mas Mauricio disse que já havia mergulhado antes e afirmara aos guardas que era 'mariner' . Como passamos por treinamentos de salvamento, teríamos uma permissão para mergulho. Cai na água primeiro, um mar profundo e cheio de peixes logo perto da beira e com temperatura agradabilíssima. Mauricio mergulhou depois e Carolina ficou registrando tudo com a câmera. Após o segundo mergulho, ouvimos vozes em nossa direção. Eram dois guardas com metralhadoras e pistolas que pareciam não muito contentes com nossa atividade. Afirmaram que era proibido mergulhar ali e apesar da afirmação de que éramos mariners, não adiantou muita coisa, um dos homens estava muito irritado e não queria conversa. Em um inglês arranhado para o grego, falou que não falaria novamente, nadar ali era terminantemente proibido. Falei um 'ok, no problem, sorry' antes que Mauricio começasse a se esquentar, enquanto Carolina observava tudo, com cara de riso.

Após o susto, ter esperado um pouco naquele reservado foi uma ótima idéia, pois quando fomos para a entrada do teleférico, não havia mais fila, todos já haviam subido. O teleférico é altíssimo e o motor que o impulsiona tem um elo, uma das pecas é enorme, tornando todo aquele trajeto algo realmente incrível. Há duas opções para conhecer melhor a parte alta de Santorini. Subindo através do teleférico ou em pequenos burros, que são alugados por 4 Euros. O teleférico sai por 2 Euros mas para nós que somos crew, ou mariners, como chamam quem trabalha em navios, sai por apenas um euro. O visual é maravilhoso, algo assim de tirar o fôlego, por isso falei no inicio deste post que agora estou dividido entre Rodhes e Santorini, ainda não sei qual dos dois lugares é mais maravilhoso… Não tínhamos muito tempo, chagáramos às nove e meia da manha e o navio sairia às doze, mas teríamos que estar a bordo às onze e meia. Em meia hora conhecemos o visual incrível da parte alta. Como a fila para descer pelo teleférico estava imensa, decidimos voltar através do caminho utilizado pelos burros e pelas pessoas. Neste momento começou a parte mais emocionante…

Burros de Santorini

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Isso é fato, porém não se aplica muito em Santorini. O caminho utilizado pelos burros para levar passageiros é o mesmo usado pelas pessoas que desejam subir ou descer a pé. O resultado disso é uma confusão que você não tem idéia! Imagine cerca de 200 burros 'estacionados' ao longo de um caminho super estreito e íngrime, que também é utilizado como banheiro pelos bichanos, somado a isso, milhares de pessoas subindo e descendo com bolsas, mochilas e crianças no colo… parece uma procissão de loucos, sério. Enquanto me espremia entre um burro e outro (no bom sentido), fiquei olhando para aquelas patas enormes e não quis imaginar o que aconteceria caso um bicho daquele se revoltasse ou desse um surto de repente. Levar um coice de um animal daquele naquela altura seria fatal, pois o caminho é repleto de ribanceiras e penhascos, o que tornaria uma queda ali algo nada suave. Quando vi um senhor passando por mim com uma criança de aproximadamente um ano no colo, entre burros e alguns cavalos enormes em meio aquela gente, pensei que realmente ainda existem pessoas que tomam atitudes absurdamente 'burras' neste universo. Se um bicho daquele se revolta, dezenas fariam o mesmo, tornando a vida daquela pequena criança algo muito difícil de proteger. Mas há pais e pais. Se eu estivesse ali com a Annaluh jamais atravessaria aquele mar de patas, enfim.

Finalmente chegamos novamente ao ponto de partida. Eu com um dedo sangrando, creio que resultado do mergulho fora da lei no meio das pedras mas com o coração muito feliz por estar naquele paraíso. Não queria ir embora de Santorini sem levar algo, um souvenir, qualquer coisa de turista mesmo, mas queria algo local, nada de comprar no Duty Free, que é tudo industrializado. Acreditei realmente que um dos posters, que na verdade era uma foto linda exibida em uma das lojas fosse de verdade e comprei por apenas quatro euros, além de levar também um imã para geladeira (coisa de pobre né? rs), mas é que não havia realmente tempo para ficar rodando e procurando coisas. Perder o navio a esta altura e em Santorini seria virar mendigo de luxo na Grécia. O navio não  espera e não tem a menor obrigação de saber o que foi feito de você caso não esteja a bordo a tempo, ou seja, viveria para sempre naquele paraíso. Dei uma última passada na loja em frente para dar uma olhada mas era tudo muito caro. Deixaria para comprar algo em Mikonos mais tarde, quando desceremos novamente (hoje ainda) naquela outra ilha tão maravilhosa quanto as outras duas que citei. Aliás, a esta altura, estou completamente confuso, não sei mais em qual cidade meu coração fincou o pé de vez, Athenas, Istambul, Izmir, Mikonos, Rodhes, Santorini, isso sem citar Veneza, nossa… muitas emoções mesmo para um mês somente! E olha que ainda tenho mais uns quatro pela frente.

Por falar em Rodhes, estive ontem novamente na praia do trampolim medonho mas desta vez, não me atrevi a cruzar seu caminho. Fiquei ali observando com minha Mythos (cerveja grega) gelada enquanto as pessoas que haviam ido comigo para a praia partiam em direção ao mostrengo de concreto no meio do mar. Sou corajoso, por isso mesmo estou aqui, mas se algo me diz que não devo seguir, procuro obedecer e, não sei porque, algo sempre me diz para eu não voltar àquele trampolim, que assim seja. Somente para registrar, fiz uma outra foto, desta vez somente posando de star em frente ao meu desafiante, mas com os pés bem fincados no chão. Olhando mais atentamente e sem os quatro mojitos da vez anterior, até que não é tao longe realmente, mas a correnteza que costuma ter naquela praia é algo incomodo, então, como diz a equipe que faz as Avaianas de Pau: "pra que? pra que?". Fiquei no meu canto. Rodhes é um paraíso e isso não se discute, se posso indicar algo nesta ilha é ir onde sempre fico (to ficando besta), a praia que tem o night bar e restaurante 'Elle' . Para quem gosta de música eletrônica é a pedida perfeita (me recuso a escrever balada). Saindo do porto de Rodhes, pegue à direita e vá direto, não tem erro. Mesmo durante o dia, os sets de deep house e house sao contínuos e você se sente em Ibiza. Top less é algo quase obrigatório nesta parte da Grécia, mas não se anime muito, pois nesta época, com o aumento de turistas, as mulheres ficam mais reservadas, removendo a parte de cima somente quando estão deitadas de costas. Chegamos novamente a Mykonos (essa vida ta me cansando) e agora é descer e comer o delicioso Gyrus Pork, um sanduíche grego caprichado que sai por apenas 2,20 Euros e tomar uma Heineken por 1,50 antes de ir rodar pela parte rica sem gastar, onde cada long neck nao sai por menos de 7 euros (!!!). Mama mia… já venho.
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