Directo de Veneza e Grecia, tocando no navio!

Veneza (no mar a caminho da Grecia), 18 de maio de 2010.


Como você percebeu, fiquei uns tempos sem escrever por aqui. A falta foi por conta de um convite inesperado que na verdade, mudou completamente a rotina da minha vida.Depois de alguns anos trabalhando em um emprego fixo no Brasil como editor de video, alem de claro, atuar como DJ, fui convidado a voltar ao navio Grand Celebration, do qual falei nos posts atras, na época do carnaval. Desta vez para tocar durante o verão europeu! Passei um bom tempo resolvendo coisas em relação a documentação que precisava, exames, enfim, uma bateria de testes que realmente tomam o tempo de quem nao tem quase nenhum. Apos me certificar que nada de errado havia comigo (pelo menos êh o que os médicos afirmam, nao devem ter analisado meu fígado seriamente), ca estou, em Veneza e agora navegando em direção a Grecia. Um visual incrível que nao da pra descrever aqui.

A vinda foi ótima e tranqüila, conheci um monte de brasileiros que viajavam por motivos diversos, advogados, médicos, tatuadores, historiadores, havia de tudo no vôo da Air France, inclusive um DJ! Tive muita vontade de colocar musica no reservado de alimentação que acabou virando um verdadeiro lounge para brasileiros mas assim que liguei o computador, fui advertido pela areomoca e tive que me contentar com a Antarctica Sub Zero e o papo com o povo. Minha conexão na chegada a Paris foi um tanto confusa, mas por culpa minha. Confesso que nao lembrava que estava em conexão e perdi um bom tempo esperando a minha mala aparecer no setor de desembarque, ate descobrir que ela fora para Veneza, meu destino final. Tolo. Sempre quis conhecer o Charles de Gaulle por conta da historia do homem que morou anos por la… acabei dando umas voltas apressado e somente me restou tempo para uma foto, já na entrada do portão para o vôo. Paciencia.

Veneza realmente êh uma delicia e minha sabia mama estava certíssima quando me dizia sempre sonhar conhecer tal cidade… quem sabe já vivera aqui e eu, como seu filho, vim matar as ' saudades' por ela? A verdade êh que o clima e realmente delicioso. So fiquei triste por nao ter conseguido tirar uma foto do alto pois, esquecido como sou, deixei a maquina na mochila e nao consegui pegar a tempo. Ao entrar no navio, descobri que dividirei por um tempo minha cabine com um Venezuelano, um musico chamado Luiz que êh muito gente boa e o papo se tornou uma verdadeira aula de espanhol pra mim e uma de português para ele. Trabalhar em um navio requer uma disciplina que nao tenho (ainda), por isso sera um verdadeiro aprendizado, pois tudo tem hora certa e desta vez, serei alem de DJ, o responsável pelo backstage dos espetáculos no grande teatro que ha a bordo. Mais um conhecimento a adquirir!

A vida a bordo, desta vez como 'crew', ou seja, como parte integrante oficial da empresa (antes eu trabalhei como convidado) êh muito interessante e a galera que trabalha forma uma verdadeira rede mundial de sotaques. Chega a ser engraçado as vezes iniciar uma conversa com um romeno, um indiano, um croata e um espanhol na roda. Muitas risadas e trocas de informações que acabam por tornar a interação algo muito natural, ate porque, como já dizia o sábio Chacrinha, quem nao se comunica, se estrumbica! Ou seria trumbica? Enfim, a comunicação êh peca fundamental por aqui, mas felizmente, todos sao muito solícitos, e nao êh porque estou no inicio que digo isso, pois ha pessoas já embarcadas aqui ha meses que dizem a mesma coisa, o que pude confirmar no convívio. Hoje em uma rápida caminhada pelo centro de Veneza, consegui parar no correio para enviar um cartão para a mama. Enquanto ha vida ha esperança e, como aconteceu comigo, quem sabe um dia ela nao vira aqui dar umas voltas? Depois de assistir a mais um episódio de Nip e Tuck (Patricia, so sorry, tua coleção ta aqui comigo!), vim jantar pois preciso manter o corpo sao.

A parte mais louca dessa historia êh que, aqui na Europa, as musicas que tenho quase nao surtem 'efeito' nas pessoas, apesar da busca feita pelos verdadeiros assessores mais solícitos que conheço, Paula Lacurte e o meu brother da Radiocultfm.com, Andre Luiz Costa, trouxe pouquíssima musica espanhola, mas o suficiente para iniciar os 'trabajos' a bordo (Andre, aquele set mixado salvou minha vida!!!, obrigado!). Sempre me achei um cara de sorte e isso nao êh da boca pra fora, quem me conhece um pouco ha de concordar. Nao nasci com dinheiro, mas, pra que o dinheiro se temos saúde, vontade de trabalhar e um tanto de cara de pau (que também aprendi com dois outros assessores de vida, Humberto e Ravengard, este ultimo, meu irmão), enato quando comecei a conhecer o povo do navio, muitos se ofeceram para me passar musicas que bombam por aqui e tive a sorte de achar um case lotado de musica espanhola, que creio ser do ultimo DJ a trabalhar, ou seja, um manjar que eu estava precisando! Agora êh recolher mais musicas com o povo da banda e seguir em frente. Daqui a pouco conto mais!

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