A caminho de Santorini e depois Athenas


Grecia a caminho de Santorini (ao mar) 14:15 horário local

A primeira semana a bordo do navio por mares europeus tem sido de descobertas. Em todos os sentidos. A sensação de confinamento dos dois primeiros dias já passou e agora, com seis dias embarcado, já êh possível ate ficar dentro da cabine curtindo uma leitura ou vendo Nip Tuck. Neste momento, apos um almoço em que realmente tenho sentido a falta do meu querido e amado feijão, vim para a janela do restaurante, lugar onde adoro sentar para escrever. O visual êh este que vcs observam na foto, um mar calmo, incrivelmente azul, que transmite uma paz interior muito grande. Alias, queria fazer um estudo para saber mais sobre essa minha atracao em relação ao mar, sempre adorei estar na praia e agora, ao mar, tenho gostado mais ainda. Acho que deve ser devido a meu espirito inquieto, observador, realmente nao sei, mas o mar me fascina desde sempre e tem sido um presente poder trabalhar assim, com ele sempre ao meu redor.

Conforme falei anteriormente, a diferença entre as pessoas e o que tem de mais fascinante por aqui. Ha desde o cara gente boa e brincalhão ao mais atarracado e carrancudo, mas que nem por isso, deixa de ser boa gente. Ontem a noite cuidei do backstage do magico Maurizio, um argentino radicado no Chile muito falante e simpático, que lembra aqueles canastrões de novelas mexicanas. Ele me explicou que a magica dele seria simples, mas nem por isso deixaria de ser interessante, fato que pude confirmar. Eh impressionante como os mágicos tem o dom de nos distrair. Um de seus números consistia em chamar duas pessoas da platéia e faze-las girar placas com avisos laranja para o publico. Enquanto distraia seus convidados com os movimentos circulares das placas, o magico ao final, começou um curto dialogo com os dois e em determinado momento, afirmou que o espetáculo já estava perto do fim, pois já havia se passado mais de 45 minutos e perguntou a eles que horas eram. Ambos olharam seus pulsos e, assustados, tornaram a olhar para o magico, que sorridente e confiante, aguardava a resposta. Os relógios haviam sumido! Palmas para o magico…

Os dois primeiros dias foram difíceis pra mim pois os espanhóis nao gostam muito de musicas que nao sejam de sua região. Com minha rápida pesquisa, nao havia conseguido reunir musicas suficientes para satisfazer a quem nasceu e cresceu na Espanha e países vizinhos. Se nao fosse a colaboração de amizades recentes que fiz por aqui, estaria literalmente perdido, pois nao teria muito o que tocar para os espanhóis. Com isso, tenho obtido uma infinidade de sonoridades latinas, uma mescla de rumba e salsa e ainda, remixes com toques caribenhos. Um som que sinceramente, nao me agradou muito na primeira audição, mas que agora já tem feito menos mal ao meu ouvido. Aprender, este êh o lema da vida e, recentemente, lendo o livro de Felix Dennis, "Fique Rico, você pode!", aceitei um conselho deste velho roqueiro cabeludo e milionário: nao desista nunca! nao ceda. No meu caso, nao cedi ao medo que poderia me acometer de vir para um continente desconhecido, confinado em um navio sem nunca ter visto ninguém que iria encontrar e, pior ainda, como DJ sem ter as musicas para satisfaze-los. Decidi vir e nao me arrependi. Temos uma ferramenta muito poderosa que êh a comunicação, ela nos leva a lugares onde jamais imaginamos ir um dia, como os que tenho visitado desde entao. Por dois ou três dias virei pedinte de musicas e agora, com o HD do meu amado Mac abastecido com o que preciso, posso distribuir esta sensacao e sonoridade para as outras pessoas. Com isso, consegui a estabilidade que precisava para seguir em frente.

Depois falarei sobre Rodhes, uma ilhazinha linda em que estivemos onde foi tirada a foto deste post. Detalhe para o tamanho da caneca de cerveja...rsrs

O que ouvi enquanto escrevia este post:

Aeroplane - Above The Clouds
Radiohead - Weird Fishes - Arpeggi
If I Knew You - The Presets

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