Canaval a bordo do Grand Celebration




Foram oito dias de intensa folia, tanto eletrônica quanto mental. Passar o carnaval tocando como DJ a bordo do navio Grand Celebration foi uma experiência única, que não daria para ser contada com todos os detalhes aqui neste simples blog, mas vou tentar... A ida para São Paulo na sexta, 12/02/2010, foi tranquila, o vôo da TAM programado para Congonhas atrasou quarenta minutos que foram muito bem aproveitados com uma leitura sobre Mac. Sim, to me ambientando com esta nova ferramenta, já que tocar com Vinyl parece ser um sonho cada vez mais impossível nos dias atuais...

Uma vez em Congonhas, a famosa plaquinha a minha espera e rumamos eu e o motorista em um Zafira preto rumo a Santos, de onde partiria o navio que me aguardava. Sr. Waldir me contou quase toda sua vida e de como a idade pesava na hora de o contratarem para cargos em sua área, ou seja, a parte técnica dos navios. Na minha opinião, uma contínua burrice das empresas em descartar tanta experiência, mas... sou DJ e não empresário, creio.

Logo ao chegar no navio percebi que minha vida seria mais fácil do que temia e entrei (não de gaiato) direto para a minha cabine, que seria a minha casa pelos próximos oito dias. Um vidão, perto da vida que têm os tripulantes, ou seja, quem embarca a trabalho por períodos mais longos. Cabine exclusiva e confortável. Bons dias estavam por vir!

Uma das melhores amizades que cultivei durante este cruzeiro de carnaval tocando no Grand Celebration foi a do DJ Cesinha, figura já mítica na cena paulistana, criador da renomada festa Tunel do Tempo, onde reúne o que há de melhor dos anos 80 e 90. Acredite, o cara nunca ouviu falar em Ploc, então não é plágio. Cesinha cuidou recentemente da vinda do grupo Snap! ao Brasil e fez ainda inúmeros shows tanto no Brasil quanto no exterior.

A tripulação do navio é formada por gente de vários países, tem gente da Guatemala, como o maitre mais gente boa do mundo, Carlos, o Chef de Cozinha da Bulgaria, as inúmeras atendentes coreanas e ainda, muitos, muitos filipinos que ralam horas a fio para que a galera curta e se divirta no navio sem nem notar a presença deles. Trabalho de formiga literalmente. O navio é como um grande hotel, caso não oscilasse tanto, até esqueceríamos que estávamos no mar, a não ser pela paisagem belíssima do oceano e seus incríveis habitantes como golfinhos que por vezes nos visitavam e o incrível pôr do sol diário. Incrível!

Nos primeiros dias há a fase do ´reconhecimento´ mas a partir do terceiro dia, a coisa já vai ficando mais familiar, com pessoas te reconhecendo e cumprimentando e várias trocas de arquivos, fotos, mp3 e tudo o mais. Um dos carnavais mais incríveis que já tive o prazer de vivenciar! Foram pelo menos 10 horas de som diários, entre o final de tarde na piscina e as madrugadas na pista do deck e uma noite na boite do navio, a pedido dos passageiros, em sua grande maioria formada por jovens, embora haja também famílias de diversas composições a bordo.

Poderia relatar aqui inúmeros acontecimentos e histórias vivenciadas e observadas, mas tomaria muito espaço, portanto, recomendo que pelo menos uma vez na vida você embarque em uma aventura similar a esta, a de estar com pessoas que você nunca viu na vida (e que provavelmente não irá mais ver) durante um período a bordo de um navio curtindo a vida. No meu caso, estive trabalhando mas não nego que também curti e muito, portanto, vale muito a pena qualquer esforço, seja ele financeiro ou psicológico para estar a bordo desta grande festa que é um cruzeiro em alto mar. Embarque e depois me conte!


Mais fotos no meu Orkut e Facebook. bjs!



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